Domingo, 15 de Abril de 2012
Um poema por semana

Porque a Primavera tarda...

Quando vier a primavera, Alberto Caeiro


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publicado por BE Lerporquesim às 19:43
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Explicação da Eternidade

           Explicação da Eternidade

 

 

Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. 
o ódio transforma-se em tempo, o amor 
transforma-se em tempo, a dor transforma-se 
em tempo. 

os assuntos que julgámos mais profundos, 
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, 
transformam-se devagar em tempo. 

por si só, o tempo não é nada. 
a idade de nada é nada. 
a eternidade não existe. 
no entanto, a eternidade existe. 

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos. 
os instantes do teu sorriso eram eternos. 
os instantes do teu corpo de luz eram eternos. 

foste eterna até ao fim. 

                                                                José Luís Peixoto


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publicado por BE Lerporquesim às 23:45
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Terça-feira, 6 de Março de 2012
Semana da Leitura

Em Semana da Leitura, vamos ler e voltar a ler, porque faz bem à saúde.

 

Se, depois de eu morrer, quiserem  escrever a minha biografia,

Não há nada mais simples.

Tem só duas datas- a da minha nascença e da minha morte.

Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

 

Sou fácil de definir.

Vi como um danado.

Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma,

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.

Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.

Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras:

Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.

Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

 

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.

Fechei os olhos e dormi.

Além disso fui o único poeta da natureza.

                                                          Alberto Caeiro





publicado por BE Lerporquesim às 20:23
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
Ser poeta
   Autopsicografia

 

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

 

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

 

E assim nas calhas da roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama o coração.

         Fernando Pessoa

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publicado por BE Lerporquesim às 20:55
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Domingo, 12 de Junho de 2011
Terraço aberto

                                   Terraço aberto

                                   aos ventos e aos astros

                                   crivado

                                   das balas de frescura

                                   das ranhuras do sol

 

                                   muros

                                   onde vejo dedos

                                   muros fraternos                    

                                   de meus ossos

 

                                   aqui respiro

                                   através das flores

                                   da chaminé

                                   nos planos brancos

                                   nos montes azulados

                                   nas velas brancas        

                                   nas areias douradas

 

                                   aqui respiro

                                   a claridade

                                        António Ramos Rosa

                             

                  

                               V. Van Gogh - Campos de trigo


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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
As Palavras

As Palavras

São como um cristal,

as palavras

Algumas, um punhal,

um incêndio.

Outras,

orvalho apenas.

 

Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:

barcos ou beijos,

as águas estremecem.

 

Desamparadas, inocentes,

leves.

Tecidas são de luz

e são a noite.

E mesmo pálidas

verdes paraísos lembram ainda.

 

Quem as escuta? Quem

as recolhe, assim,

cruéis, desfeitas,

nas suas conchas puras?

 

Eugénio de Andrade

 

 

 


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Sábado, 14 de Maio de 2011
Mar

 

 

 

                                        MAR

                     De todos os cantos do mundo

                     Amo com um amor mais forte e mais profundo

                     Aquela praia extasiada e nua

                     Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

                                                                 Sophia de Mello Andresen

 


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Domingo, 7 de Novembro de 2010
Voz aos alunos

A força do amor

 

Minha vida mudou,

Desde que te conheci.

Senti algo muito forte,

Apaixonei-me por ti.

Passei dias e noites,

Contigo no meu pensamento.

Procurei-te na imensidão,

Mas escondias-te do sentimento.

Ofereci-te o meu amor,

E acabaste por ceder.

Purificaste a minha alma,

Fizeste-me crescer.

Nossas mãos uniram-se,

Num gesto profundo.

Passamos dias juntos,

Esquecendo o mundo.

Surgiram obstáculos,

Para nos testar.

Mas superamos tudo,

Com a vontade de amar.

 

Caroline Teixeira


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Domingo, 27 de Junho de 2010
Mar Matinal

Toda a noite o rumor da tua voz

Dorida

Rolou nos meus ouvidos de poeta.

Toda a noite a indiscreta

Luz do meu pensamento

Varou em vão

A negra escuridão

Desse baço e salgado sofrimento.

E, quando amanheceu

E a vida renasceu,

Eras um verso azul a ondular ao vento.

Miguel Torga DiárioIV

 

 


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publicado por BE Lerporquesim às 13:25
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
Fernando Pessoa na Biblioteca Municipal
No dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, a Biblioteca Municipal proporcionou a alguns alunos da escola momentos de poesia.
Três turmas dos 7º e 8º anos foram presenteados com a actuação de meninos do 5º ano e de uma professora de uma escola de Vila Real  que cantaram vários poemas de Fernando Pessoa.
Foi uma excelente forma de se conhecer um pouco melhor a poesia de Fernando Pessoa. Uma actividade que, esperamos, se possa repetir.

 


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publicado por BE Lerporquesim às 11:58
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